“Acabou. Eu sempre vou falar com você. Não importa se você não diga nada. O fato de você já ter ido não significa que não esteja aqui.”

Até que limite você iria por um amor verdadeiro? As pessoas devem continuar juntas, mesmo após a morte?

Womb é um filme de 2010 e estrelado por Eva Green (melhor Bond girl desse século), Matt Smith (Eleven, Doctor Who) e Hannah Murray (pode baixar o filme e legenda nesse link). Para o lançamento em DVD, o filme trocou de nome: virou Clone. Mas o tratemos como Womb, muito mais estilo.

Se está acostumado por o marketing e estrutura hollywoodianas, é melhor esquecer esse filme. Com pouca trilha sonora, e longas sequencias de silêncio, Womb é sombrio, reflexivo e muito penetrante.

Mais de uma década depois de se conhecerem, Rebecca (Eva Green) volta à cidade litorânea para rever Thomas (Matt Smith) e tentar retomar a relação de quando eram crianças. Tudo está ótimo até que Tommy morre num acidente. Transtornada e obcecada, Rebecca decide se utilizar de toda a tecnologia disponível para dar a luz ao clone perfeito de seu amor morto.

Depois de uma hora de filme, Hannahnitcha aparecerá. E que menina encantadora é essa Hannah Murray. Não titubeia em nenhum segundo na tela ao interpretar a namorada do novo Tommy, Monica. Com um papel quase que oposto a Cassie, Hannah prova, para aqueles que ainda tinham dúvidas, de que não é atriz de uma personagem só.

Seria Rebecca a mãe do clone ou apenas emprestou seu ventre por nove meses para recuperar seu amor? Não podemos responder essa pergunta, ainda mais quando Rebecca cria Thomas como se fosse um filho, mas também o bombardeia com intermináveis olhares comprometedores. Mas não há erotismo no incesto. Quando muito, você fica com um misto de angústia e aflição percorrendo toda sua caixa toráxica, buscando uma saída de ar para que possa exprimir um “caralho, o que foi que eu acabei de assistir?” (dependendo da pessoa, isso pode ser bom ou ruim).

O que mais se pode extrair do filme é que clonar a pessoa não é sinômino de tê-la de volta, já que só o exterior é o mesmo. No fim, o clone do Thomas representava tudo que ele detestou em vida, ironicamente.

A única ressalva do filme é que, porra, a Eva Green envelhece 10 dias ao invés de 21 anos. Pode isso, produção?

Filme mais que recomendado para aqueles que querem algo diferente e estimulante mental.

Em cada geração de Skins houve irmãos: Tony e Effy, Katie e Emily, Nick e Matty. O fato de que o mesmo sangue percorre as veias de cada par de irmãos não serve como impedimento para que pessoas curtam romanticamente o relacionamento afetivo entre esses personagens, com uma incidência menor de Katie/Emily (afinal, elas são IRMÃS GÊMEAS na vida real), mas com um exponencial exorbitante com Tony/Effy, também conhecido como Stonemcest.

A moral não entra em jogo quando se é para shippar personagens de atores lindos? A se pensar.

Fiquem com um video de Stonemcest para finalizarmos!