Hoje é sexta-feira.  Dia de cerveja relembrar momentos épicos de Skins na visão pica das galáxias.

#1 – 1×05

 

O problema de Tony é que suas ações não são nem mesmo motivadas por raiva, vingança ou desejos; elas são motivadas por puro tédio. Ele brinca com as emoções de seus supostos amigos, os quais ele trata como peças de um jogo, quase de maneira psicopática. Nessa cena, enquanto ele revela seu plano e manipula Michelle – com um sorriso no rosto – assim como manipulou Sid durante o episódio inteiro, vemos o quanto ele é perigoso.
Já Cassie está sozinha e se sentindo abandonada, uma vez que Sid saiu com Michelle em vez dela. Às vezes seus próprios amigos a ignoram e a tratam como se ela fosse apenas a menina louquinha do “wow, lovely!”, mas aqui ela toma uma decisão drástica e seu lado sombrio é definitivamente trazido à tona, da maneira mais fantástica possível. Mas fugindo um pouco da cena, eu preciso dizer que a coisa que mais me incomodou nesse episódio foi Jal, alguns minutos depois, culpando Sid pela tentativa de suicídio de Cassie, como se ir a um encontro fosse a cura mágica para depressão. O que Cassie tem é muito mais que simples carência, e mesmo que o encontro tivesse acontecido, ela com certeza tentaria cometer suicídio mais cedo ou mais tarde, seja lá qual fosse a razão. O único bem que Sid ter saído com ela traria teria sido adiar o inevitável por algum tempo.
Porque no fim das contas a jornada de Cassie nunca foi sobre Sid. Seus conflitos eram fruto de seus sérios problemas psicológicos, e nisso tudo Sid funcionava apenas como uma espécie de canal ao qual Cassie direcionava sua solidão.

#2 – 3×06

O que eu mais amo nessa cena é a fala “I know you, Naomi. I know you’re lonely. I think you need someone to want you. Well, I do want you, so be brave and want me back”.
Para começar nós temos Naomi, que é, essencialmente, uma pessoa solitária; como mecanismo de defesa contra seu medo de se machucar, ela é determinada a não deixar ninguém se aproximar o suficiente para magoá-la, e ela abusa de frieza, grosserias e forte sarcasmo para repelir todos ao seu redor. Como Emily disse, ela precisa de alguém que a queira, mesmo que ela se recuse a admitir isso para si mesma.
Porque Emily a conhece, e a compreende.
Ela não se deixou intimidar pelo comportamento agressivo de Naomi, e em vez de se afastar como os outros, ela insistiu e tentou conhece-la melhor e criar uma amizade. Ela é corajosa e persistente, e é exatamente de uma pessoa assim que Naomi precisa. Ela precisa de alguém que a persiga, que não desista dela mesmo encontrando tantos obstáculos pelo caminho, e que a mostre que ela não tem nada a temer; alguém que a mostre que talvez o amor verdadeiro exista afinal de contas, e que vale a pena correr riscos em nome dele.

#3 – 5×02

A imagem que Rich constantemente reforça sobre si mesmo (como se ele próprio tivesse a necessidade de se reafirmar com frequência) é a do metalhead, ou, melhor dizendo, da caricatura de um. Ele diz não se comprometer com ninguém, se refere a seus pais pelo nome, e é arrogante, julgando pessoas se baseando em seu gosto musical. De certa maneira esta é uma versão exagerada de Rich, que usa o “cabeça-durismo” e mente fechada como um escudo que o protege de sua sensibilidade e vulnerabilidade.
Essa cena (que, aliás, É UMA DAS MAIS DESLUMBRANTES DE TODA A HISTÓRIA DE SKINS) é a que marca o começo de seu amadurecimento. Esse é Rich, finalmente parando de se preocupar com o que pensarão dele, e simplesmente sendo ele mesmo.
E o rosto de Alex durante a cena diz tudo. É como se Rich estivesse abrindo os olhos e enxergando o mundo real – o mundo fora da bolha do metal e preconceito musical na qual ele vive – pela primeira vez. Ele começa a entender o universo de Grace e reconhece que estava errado em seu julgamento, e isso por si só já foi um desenvolvimento TÃO grande para um intervalo tão curto de tempo, mas que funcionou perfeitamente no episódio. Toda a história de Rich (e até certo ponto Grace, já que ela participou diretamente do crescimento dele como pessoa) ao longo desse episódio foi crível, doce e bonita, e essa cena é o ápice de tudo para mim.