Freya Mavor

Eu carrego uma pequena lagosta junto comigo

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A engraçada e descontraída escocesa Freya Mavor já fazia parte do mundo das artes mesmo antes de começar a atuar, mas preferiu iniciar a carreira sozinha e deu vida como ninguém mais poderia à incrível personagem da terceira geração, Mini McGuinness.

Seu pai, James Mavor, é um produtor e roteirista escocês, com muitos contatos na televisão. Foi, inclusive, o produtor e roteirista do primeiro trabalho da filha, Disco, em que faz uma pequena participação. Seu avô é um crítico de teatro, diretor do Conselho de Artes Escocês e fundador do Centro de Artes Contemporâneas de Glasgow e seu irmão Alex estava envolvido nas filmagens de Skins. Mas Freya preferiu seguir por conta própria e procurar um agente. “Eu não quero ser vista só porque meus pais são artistas”. Fez dois testes. Um deles era para um pequeno filme independente, no qual interpretaria uma garota muito pequena. Devido a sua estatura (muito) grande, ela não passou, mas teve excelentes retornos. Ouviu falar sobre as audições de Skins em um ônibus, e decidiu tentar para Liv e Grace. Estava escalada para o papel de Grace e fez o teste para Mini nos últimos momentos, e então foi repassada.

Ela assistiu Skins desde a primeira temporada e é uma grande fã da série. “Eu tenho sido uma tremenda fã porque foi a primeira (série) do tipo a tratar de problemas em um nível tão gritante. Foi muito chocante quando estreou e eu penso que ainda é”. Freya não se considera nem um pouco parecida com Mini. “Mini McGuinness é muito mal-humorada, muito forte, o oposto de confiante, ela coloca barreiras e há certa brutalidade que funciona como concha para esconder sua vulnerabilidade”. Ainda sim, enxerga a personagem como uma irmã mais nova e melhor amiga, alguém com quem se simpatizaria. Na verdade, ela se mostra sempre descontraída e espontânea, fazendo caretas e comentários engraçados nas entrevistas.  Ela diz que a melhor parte de Skins, mesmo, segundo ela, esta sendo uma coisa muito clichê a se dizer, são as pessoas que você conhece lá. E os seus melhores momentos foram definitivamente ao lado de Will Merrick, que sempre anima o set.

Freya diz não ter ficado tão surpresa com a quantidade de fãs clamando por Minky.”Acho que todos gostam de uma tensão sexual entre garotas. Deus sabe que eu gosto.” Ao ser questionada sobre a natureza do relacionamento, ela responde há mais amor do que real luxúria. “Acho que elas se complementam como personagens. Elas são muito diferentes, mas têm essas qualidades que a outra não tem, então se unem para lidar com essas situações”. Ainda assim, ela pensa que Mini e Franky não deveriam ficar juntas, pois precisam uma da outra como sustento e guia mais do que qualquer coisa. “Na sexta temporada, elas entram em histórias muito loucas que mostra que seu relacionamento é muito intenso e envenenador para ser qualquer coisa além”.

Sua maior influência é a mãe, que estudou filosofia na faculdade. Freya garante que planeja continuar seus estudos e se especializar em filosofia, religião e política. “Eu amo filosofia e eu amo debates. Eu adoro entrar em discussões calorosas. É algo que me interessa desde muito nova. Eu gostaria de estudar filosofia. Seria besteira fechar minhas opções”. Ser modelo nunca esteve nos seus planos, mas ficou bastante animada ao receber a proposta da marca Pringle of Scotland para a campanha de primavera/verão de 2011. “Eu me senti incrível. Simplesmente comecei a rir quando desliguei o telefone. Parecia surreal”. Ela diz ter adorado a experiência e aceitaria novas propostas, caso surgissem.

Este ano, será Nicolla Ball no filme Not Another Happy Ending, descrito pelo diretor como uma “charmosa comédia indie”. Não compreendo exatamente a extensão da participação de Freya no filme, mas estou pessoalmente muito ansiosa para assistir. Ainda em 2013, ela interpretará a princesa Elizabeth de York em dois episódios da minissérie The White Queen. E está também prevista a estreia Sunshine on Leith, a adaptação para as telonas de um musical sobre dois jovens, Davy e Ally, que retornam da guerra no Afeganistão. Um deles encontra o amor de sua vida e o outro perde a garota que deixou para trás. Freya interpreta Liz, uma dessas garotas. Fiquei curiosa quando vi que era um musical. Realmente quero ver Freya cantando e dançando ou algo do tipo. Acho que ela estará maravilhosa. (Não que exista alguma forma de ela não estar.).

Em uma entrevista à Diva Magazine, Freya garante que definitivamente não se descreveria como hétero. Diz ter tido sua primeira namorada aos 12 anos na França, e terminou com a garota no Dia dos Namorados.  “Deus, eu era tão cruel! Acho que quando você conhece alguém que é extremamente intrigante, é impossível não se atrair por ela. Não consigo entender como não pode e sentir atraído por pessoas de diferentes sexos.” Isso definitivamente aumenta as minhas chances.