Kathryn Prescott: Garotas não são alienígenas

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A doce coadjuvante que roubou a cena na segunda geração, não é apenas uma excelente atriz, como uma mulher sensível, interessante e inteligente. Escrito apenas como roteiro de apoio, Naomily envolveu Kat Prescott no romance que se tornou fenômeno mundial.

Kathryn diz que sempre quis atuar. Começou em um grupo de sua cidade natal, onde cantava, dançava e atuava, até perceber que não queria cantar e dançar. Então partiu para uma escola de teatro. Apenas depois do contrato com o segundo agente, Megan e Kathryn Prescott conseguiram seu primeiro trabalho. A estreia de ambas na TV aconteceu em 2008, em um episódio do seriado Doctors, no papel da gêmea boazinha e da gêmea malvada. (Você vai ter que adivinhar quem foi quem, hahaha. Brincadeirinha. Talvez tenha sido apenas coincidência, pois Meg e Kathryn parecem se dar muito bem. Em entrevistas, elas inclusive agem daquela forma levemente bizarra em que completam o pensamento uma da outra antes que terminem as frases. ). Nas audições para Skins, dois anos depois, elas fingiram ser gêmeas idênticas, acreditando que nunca conseguiriam o papel. Ambas conheciam o seriado, e Kathryn acreditava que Skins seria uma forma perfeita de começar sua carreira. Ao serem convidadas para o elenco, os produtores queriam Megan como Emilly e Kat como Katie, mas elas pediram para inverter os papéis. O sucesso de Naomily não foi esperado por nenhum membro da equipe interna de Skins.  Kat pensa que Emilly é tão amada por ser tão gentil e passiva, e que talvez teria menos fãs e se a série mostrasse mais seu lado agressivo. Após o fim da quarta temporada, gravou o piloto para o seriado Goths, que nunca veio ao ar. Em 2011 fez uma participação na primeira temporada de Monroe e protagonizou um filme de terror (Lethal) que, infelizmente, não teve patrocínio para ser lançado. No mesmo ano, fez uma pequena participação no Lee’s Nelson Well Good Show e fez parte de um curta (Counting Backwards). Em 2012, participou de Casuality e Bedlam. Kathryn e Lily Loveless seriam reunidas em Triptych, um filme independente de Ana Marie Ramos e as gravações começaram em 2012. Kat seria a protagonista. Seria um filme extremamente poético voltado para questões existenciais e tinha tudo para ser muito bom, na verdade. Então, a própria diretora teve um acesso de loucura e passou a ameaçar Kat através de uma conta falsa no twitter. Desde que isso foi descoberto, suspeita-se que Lily e Kat deixaram o projeto. E é claro que o prejuízo maior é todo nosso.

Tenho certo receio de que Skins seja o Voldmort de Kathryn e ela fique marcada para sempre como Emilly Fitch. Fiquei triste ao descobrir que é um medo que ela também possui, mesmo tendo se livrado de características físicas típicas da personagem. Mas ela se tranquiliza (e nos tranquiliza também): “Acho que quando você faz audições você apenas precisa se provar, e enquanto faz isso, não fica presa”. Estamos torcendo pelo seu sucesso, Kat!

Esse ano ela fez parte do “adorável” clipe musical Love Bites e, além de Skins Fire, participará de um curta (Dregs) e do seriado britânico Being Human (que vai ao ar já no dia 03/03 próximo). Não é preciso dizer o quão estamos ansiosos para Skins 7, que está previsto para o Outono de 2013. Durante as gravações, Kat comenta: “É muito muito estranho (voltar). Soou estranho ler a palavra Emilly no roteiro e ter que ler a fala embaixo. Foi bem estranho”.

Em praticamente todas as entrevistas Kat é questionada sobre sua sexualidade. Na maioria responde que tem um namorado, Olli, que trabalhava na parte técnica de Skins (terminaram em 2012), mas certa vez disse algo sobre não gostar de se rotular, pois as pessoas não são definidas por sua sexualidade. (E continuam perguntando). Em uma entrevista interessantíssima, a Dr. Ann-Marie Cook (acadêmica com publicações a respeito de Naomily e Minky) pergunta se ela se sentiu estranha ao se preparar para cenas íntimas e também ao fingir estar apaixonada por outra pessoa. Kathryn diz: “Eu conhecia a Lily antes e eu realmente gosto dela na vida real. Então não foi, tipo, um grande esforço. Eu pude imaginar uma pessoa apaixonada por ela e os motivos e retratei da melhor forma que pude, tentando esquecer que havia uma câmera em meu rosto”. E a entrevistadora a questiona exatamente sobre o fato de os outros entrevistadores fazerem tanto caso disso. Kat responde que não entende o motivo para porque isso ser tão bizarro: “Mas quando as pessoas começam ‘então, como foi beijar uma garota?’ isso não me deixa brava, mas por que seria estranho? Eu não entendo nem um pouco. Eu simplesmente não consigo entender”

Desde sempre vejo por aí especulações sobre Lily e Kat estarem juntas. Sempre mencionam o fato de terem se conhecido três anos de Skins, e terem divido um apartamento por um ano depois da série. Além de achar que não é relevante, acho que é uma extrema falta de noção não conseguir separar a ficção da vida real. As atrizes não são suas personagens. Mas, para todos os entusiastas do pseudorromance entre a Kat e a Lily, deixo um pontinho de luz em seus corações apaixonados: Em uma entrevista, ao ser questionada se beijar a Lily era melhor que beijar seu namorado, Kathryn realmente para pra pensar! (Mas é claro que não era apenas por estar constrangida defronte toda a TV irlandesa. Aquilo foi uma prova de amor, minha gente. Amor.).

Sobre música, Kat gosta de “tudo”, menos música indie. Seu conjunto preferido é Prodigy e ela já os viu ao vivo cerca de seis ou cinco vezes ao vivo. Na Top Ten Playlist divulgada no site da E4, ela também comenta sobre Roöyksopp, Cardigans e Metallica. Não é muito ligada em moda, gosta de vestir roupas nas quais se sente confortável e prefere comprar roupas em lojas vintage e lojas de caridade.Também é fã do Stephen Chbosky.

Além de atuar, Kat também se interessa por psicologia e está, aliás, sempre compartilhando artigos sobre o assunto em suas redes sociais. Se especializou na área e utiliza de recursos psicanalíticos como técnicas de atuação: “Quando me é entregue um script, na psicologia, é como um caso a ser estudado”. Kathryn é também bastante engajada em várias causas sociais, principalmente as relacionadas aos direitos humanos. Costumava a escrever bastante sobre isso em seu site, que infelizmente se encontra inativo desde dezembro de 2012 – mas ainda assim vale a pena ser lido, Kat faz comentários interessantíssimos sobre várias coisas que vê e participa em seu dia-a-dia. Em setembro desse ano, Kathryn fará sua primeira exposição como fotógrafa.  Sem querer ser baba ovo demais (mas já sendo) ela é muito boa e explora bastante o lado obscuro e subjetivo de suas fotografias. Para os interessados, eis o endereço: http://www.kateprescottphotography.com

Por fim, algumas entrevistas legendadas da Kat: