A Single Man (Direito de Amar) – 2009

 

O conceito histórico é a Guerra Fria, 30 de novembro de 1962. George Falconer (Colin Firth) acorda para mais um torturante dia de vida. Porém, esse não era apenas mais um torturante dia de vida. Era o dia em que ele iria estourar seus próprios miolos e morrer em paz.

Há seis meses antes a vida dele era perfeita. Professor de Inglês em uma escola de Ensino Médio, George vivia em uma maravilhosa casa de vidro ao lado de seu parceiro Jim (Matthew Good). Os dois estavam juntos há 16 anos e se amavam like hell. Até que George recebe uma ligação do primo de seu companheiro notificando a morte de Jim, que sofrera um acidente de carro enquanto visitava os pais. George fora proibido até mesmo de comparecer ao velório e, desde então, George se tornou extremamente infeliz, sofrendo com pesadelos, e lutando para equilibrar sua tristeza à rotina.

Todo o filme se desenrola nesse único dia. Os planos de George eram simples: Ele acordaria, iria para o trabalho, recolheria todos os seus pertences no cofre bancário e iria para casa dar um tiro na sua própria cabeça, em vez de se encontrar com sua melhor amiga, Charley (Julianne Moore), como os dois haviam combinado.

Na escola, George é abordado por um de seus alunos, Kenny Potter (Nicholas Hoult) um jovem confuso e charmoso que demonstra claramente estar apaixonado por seu professor. Ele chega até mesmo a pedir o endereço de George na secretaria para segui-lo mais tarde, e garante estar preocupado com o comportamento de seu mestre. Kenny é um doce e tem uma proposta inovadora, capaz de mudar a vida do outro homem.

Durante o dia, George também entra em contato com um interessantíssimo prostituto espanhol, Carlos, que parece ter a mesma opinião de Kenny sobre ele: George precisa ser amado.

O plano de suicídio de George não sai bem como esperado, e ele vai se encontrar com Charley para um jantar (romântico, da parte dela apenas). A mulher está desesperada e com muita raiva do amigo por não a amar e acaba aprontando um escândalo, levando George a voltar para casa, revivendo momentos ao lado de Jim.

Na verdade, ele revive seus momentos ao lado Jim todo o tempo, e são todos apenas lindos e eu tive vontade de chorar de tanto amor e fofura e tristeza e raiva porque um casal tão perfeito foi separado por uma fatalidade tão cruel. Eu odeio dar spoilers, odeio mesmo, e acho que já falei demais. Mas acontece que A Single Man passa de uma atmosfera de tristeza absoluta para esperança em questões de segundos e tudo estava maravilhoso e eu estava prestes a adicioná-lo na minha lista de favoritos, até que os 8 minutos finais estragam TUDO. E, a não ser que você goste de finais decepcionantes e por demasiado depressivos, eu não recomendo que assista ao filme. Enfim.

A Single Man foi a estreia do estilista Tom Ford como diretor e foi financiado pelo próprio. Conta com um elenco incrível, que mereceu uma indicação ao Oscar para Colin Firth e Julianne Moore, além de outros prêmios, incluindo o BAFTA e o Globo de Ouro. O filme também recebeu o prêmio da Academia para melhor figurino. As críticas foram muito positivas, mesmo havendo uma controvérsia na mídia por conta do conteúdo homossexual. Aparentemente, algumas cenas foram cortadas do filme, e omitidas do trailer e dos posters de divulgação.

A atuação do Nick está excepcional (o Kenny foi um dos meus personagens favoritos). Em uma entrevista oficial, Hoult comentou: “A Single Man é basicamente sobre um homem solitário tentando se conectar e encontrar beleza na vida”.

~Kamilla